segunda-feira, 20 de junho de 2016
Cientista procura colaboradores de verdade!
A cientista procura colaboradores parceiros, capazes de revisar artigos em coautoria com rapidez (não precisa ser a velocidade da luz, deixo bem claro), mas em menos de 1 mês para um paper e menos de 4 dias para 4 figuras. Será que é pedir muito?
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Sobre a solidão acadêmica
O que eu vou dizer aqui não deve ser novidade para muitos como eu, cientistas iniciando uma carreira: a solidão acadêmica dói. Quem já sentiu entende, mas para você, sortudo, que desconhece esse fenômeno, aí vai uma explicação simples: você está perdido e não há ninguém para "iluminar" seu caminho.
Imagine que você terminou seu mestrado, doutorado ou mesmo seu pós doc e está por aí tentando um novo projeto, em um novo laboratório. Todos sabemos que está mais fácil encontrar o Bono na rua e pedir um autógrafo do que ser agraciado com uma bolsa CNPq/Capes nesta crise. Alguns poucos encontraram o Bono, outros (pouquíssimos) conseguiram a bolsa, mas oscagados mortais como eu seguiram com "nenhuma das alternativas". Neste momento, tudo que eu e você podemos desejar é alguém para te dizer "amigo, segue por aqui", "escreve para o prof. X" ou "tenta a bolsa no país Y, tá bem favorável"... mas se você teve um péssimo PI você está sozinho.
E o que fazer neste momento?
Gostaria de saber, caro amigo. Estou procurando a resposta.
Mas para você, que ainda está fazendo sua IC, MS, DR ou PD, minha dica é sempre procurar por um bom orientador. Bom não significa legal, bonzinho, camarada, colega de bar... nada disso... bom significa engajado, disposto a correr atrás de financiamento, comprar briga e sentar com você para resolver problemas, dúvidas e te ensinar a escrever seus papers, relatórios. Te garanto que é disso que você precisa. Minha experiência me ensinou que nenhum orientador vai sentar contigo e te ensinar o básico: essa será a tarefa de seus colegas/amigos, um pouco mais experientes (se você tiver sorte). Na pior das hipóteses, você se descobrirá autodidata e usará o cérebro e muitos, muitos livros e papers para se descobrir autodidata. Ao seu PI, cabe sempre a tarefa de te ajudar a entender como apresentar seus dados, como se defender de críticas e como ser independente no futuro... mas para isso, o laboratório dele tem que funcionar e você tem que ter a cabeça livre de outras preocupaçõescomo pagarei minhas contas, Jesus?. Afinal, ciência é sua profissão e apesar de muitos não compreenderem, você vive dela.
Imagine que você terminou seu mestrado, doutorado ou mesmo seu pós doc e está por aí tentando um novo projeto, em um novo laboratório. Todos sabemos que está mais fácil encontrar o Bono na rua e pedir um autógrafo do que ser agraciado com uma bolsa CNPq/Capes nesta crise. Alguns poucos encontraram o Bono, outros (pouquíssimos) conseguiram a bolsa, mas os
E o que fazer neste momento?
Gostaria de saber, caro amigo. Estou procurando a resposta.
Mas para você, que ainda está fazendo sua IC, MS, DR ou PD, minha dica é sempre procurar por um bom orientador. Bom não significa legal, bonzinho, camarada, colega de bar... nada disso... bom significa engajado, disposto a correr atrás de financiamento, comprar briga e sentar com você para resolver problemas, dúvidas e te ensinar a escrever seus papers, relatórios. Te garanto que é disso que você precisa. Minha experiência me ensinou que nenhum orientador vai sentar contigo e te ensinar o básico: essa será a tarefa de seus colegas/amigos, um pouco mais experientes (se você tiver sorte). Na pior das hipóteses, você se descobrirá autodidata e usará o cérebro e muitos, muitos livros e papers para se descobrir autodidata. Ao seu PI, cabe sempre a tarefa de te ajudar a entender como apresentar seus dados, como se defender de críticas e como ser independente no futuro... mas para isso, o laboratório dele tem que funcionar e você tem que ter a cabeça livre de outras preocupações
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Sobre conseguir um emprego
Nunca antes nessa história me preocupei tanto em arrumar um emprego. Deve ser um sinal de que, finalmente, me tornei uma adulta. Vivendo no Brasil, nunca tive sérios problemas em me virar, seja porque trabalhava com pesquisa e fui agraciada com bolsas de estudo ou porque voltei a morar com meus pais na cidade em que nasci e na qual conhecia muitas pessoas e tinha vantagens por ter estudado, viajado e falar inglês fluentemente.
Mas na Alemanha, não sou ninguém. Ou melhor, sou a esposa de um alemão que, por mais que estude, está longe de falar um alemão digno de ser considerado aceitável. Esqueça todos os seus diplomas, certificados e habilidades: se não falar alemão e não entender o que os nativos dizem (leia-se: cada região tem um sotaque e muitas particularidades, chegando a configurar um "dialeto") você não é empregado nem para limpar banheiro, nem para servir cafezinho, nem para varrer rua.
E não é só isso: não basta apresentar seu currículo. Você precisa anexar comprovantes, certificados e diplomas. E não para por aí: para cada vaga, é necessário escrever uma carta de motivação que nada mais é explicar o porque você merece essa vaga (e inventar infinitas razões que se resumem ao fato de que todo ser humano que não nasceu rico, precisa de um trabalho que pague suas contas) e "puxar o saco" do futuro potencial empregador. Por fim, fique feliz se a carta for aceita em inglês. Se for para escrever em alemão, meus amigos, não basta conhecer a gramática e escrever de forma correta. Você precisa escrever de forma aceitável de expressar o seu alemão gramaticalmente correto. Quase missão impossível.
Os alemães e a Alemanha tem muitas qualidades mas posso dizer, sem sobra de dúvidas, que por mais que eles acreditem ser livres por pode usar cabelos de todas as cores e da "liberdade" de andar pelas ruas vestido como quiser sem ter que enfrentar olhares, vivem acorrentados a normas, regras e padrões inquestionáveis. E nesse contexto, eu vivo procurando por ar fresco e uma oportunidade de colocar a cabeça e ver por cima desta constante neblina.
Mas na Alemanha, não sou ninguém. Ou melhor, sou a esposa de um alemão que, por mais que estude, está longe de falar um alemão digno de ser considerado aceitável. Esqueça todos os seus diplomas, certificados e habilidades: se não falar alemão e não entender o que os nativos dizem (leia-se: cada região tem um sotaque e muitas particularidades, chegando a configurar um "dialeto") você não é empregado nem para limpar banheiro, nem para servir cafezinho, nem para varrer rua.
E não é só isso: não basta apresentar seu currículo. Você precisa anexar comprovantes, certificados e diplomas. E não para por aí: para cada vaga, é necessário escrever uma carta de motivação que nada mais é explicar o porque você merece essa vaga (e inventar infinitas razões que se resumem ao fato de que todo ser humano que não nasceu rico, precisa de um trabalho que pague suas contas) e "puxar o saco" do futuro potencial empregador. Por fim, fique feliz se a carta for aceita em inglês. Se for para escrever em alemão, meus amigos, não basta conhecer a gramática e escrever de forma correta. Você precisa escrever de forma aceitável de expressar o seu alemão gramaticalmente correto. Quase missão impossível.
Os alemães e a Alemanha tem muitas qualidades mas posso dizer, sem sobra de dúvidas, que por mais que eles acreditem ser livres por pode usar cabelos de todas as cores e da "liberdade" de andar pelas ruas vestido como quiser sem ter que enfrentar olhares, vivem acorrentados a normas, regras e padrões inquestionáveis. E nesse contexto, eu vivo procurando por ar fresco e uma oportunidade de colocar a cabeça e ver por cima desta constante neblina.
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