Quem já participou do CsF (ou Ciências sem Fronteiras, para os íntimos) sabe bem que existe uma cláusula no contrato exigindo que o beneficiário retorne ao Brasil após o término dos estudos e no país permaneça. Ainda, o ex-bolsista deve se comprometer com atividades relacionadas (leia-se, científicas) a fim de retornar/compartilhar/aplicar o conhecimento adquirido no exterior com a nossa sociedade.
Me parece digno, justo.
Mas, não acaba aí. Vejam só: você volta ao Brasil cheio de
E o que acontece?
Seu projeto é negado por falta de verba.
Me diz, Brasil, aonde aplicar o tão famigerado "conhecimento adquirido"? No jardim da minha casa? No boteco da esquina? E quem paga as minhas contas ??
Não vivemos de luz ainda, infelizmente.
Bolsista/Cientista no Brasil deveria receber adicional por trabalho em ambiente hostil, em condições precárias, por alta periculosidade. Mas a verdade é que, na "pátria educadora", quando o orçamento aperta, as primeiras verbas a serem cortadas são as da educação. Milhares de estudantes e pesquisadores são enviados anualmente ao exterior para que retornem ao Brasil e engordem a fila dos desempregados altamente qualificados. Daí me pergunto: para que? Cientista no Brasil não é levado a sério: cientista nem é uma profissão reconhecida (legalmente e ilegalmente, podemos dizer).
E não para por aí. Educação nunca foi prioridade de nenhum governo brasileiro. Professores do Paraná estão aí para mostrar o amor e o respeito que recebem por educar nossas crianças em troca de salários dignos de uma comédia do tipo mais vagabundo que se pode imaginar. Ao olhar para essas fotos é impossível não lembrar dos tempos da ditadura militar. Aquela que deixou saudade em muita gente por aí
Fonte: Google
E para finalizar meu momento revolta, já que falamos em ditadura, meu recado para o ministro da educação:


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